Novo festival nos EUA terá Jay-Z como curador

Dono de gravadora, de linha de roupas, de rede famosa de boates, de uma parte do New Jersey Nets, que joga na NBA, de uma fortuna avaliada em 450 milhões de dólares, marido da Beyoncé e considerado gênio por qualquer um que entenda um pouco de hip hop, Jay-Z agora é também curador de festival de música.

O Made in America Music Festival, que será realizado nos dias um e dois de Setembro na Philadelphia, terá o rapper americano como headliner e curador. Produzido pela Live Nation, o evento, segundo Jay-Z, contará com cerca de 30 artistas de “rock, hip-hop, R&B, música latina e dance”, escolhidos pelo próprio, que serão espalhados por três palcos.

O line up oficial do festival será anunciado no dia 21 de Maio. Enquanto esperamos para ver se Jay-Z tem futuro nessa área, fica a pergunta: que artista brasileiro você gostaria de ver como curador de um grande festival?

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Sónar SP ao vivo no Youtube e na MTV

O canal do Festival Sónar no Youtube e a MTV irão transmitir, ao vivo, alguns sets do evento, que será realizado hoje e amanhã em São Paulo.

Hoje o Youtube irá transmitir os shows de James Blake, Criolo, Hudson Mohawke e Chromeo, a partir de 21:30. Amanhã, o site irá transmitir as apresentações de Nedu Lopes, Flying Lotus, The Twelves, Rustie, Munchi e Modeselektor, a partir das 21 horas.

Já a MTV, hoje transmitirá os shows de Kraftwerk, Little Dragon e Chromeo, a partir de 22:30 e, no sábado, Emicida (melhores momentos), Cee Lo Green, Mogwai, Justice e James Blake, a partir das 21 horas.

Se você estiver de bobeira em casa, não deixe de dar uma conferida – e sentir inveja de quem está vendo ao vivo – nos shows do Kraftwerk, Flying Lotus, Modeselektor, Chromeo, Justice e Criolo.

Para visualizar a transmissão do Youtube, dê um play no video abaixo:


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Show 3D do Kraftwerk substituirá Bjork no Sónar SP

Foi confirmada hoje pela produção do Sónar Festival que o grupo alemão Kraftwerk, pioneiros da música eletrônica, irá substituir a cantora Bjork como principal atração do primeiro dia do evento, 11 de maio.

Há cerca de duas semanas, o grupo apresentou, no átrio do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMa), oito CDs lançados desde a década de 70, em 3D – na íntegra e em ordem cronológica – no projeto chamado “Retrospective 12345678″. Em São Paulo, poderemos conferir uma parte dessa ”retrospectiva”, na qual a banda também fará uso do 3D, tecnologia nunca antes vista em uma apresentação no país.

Com mais de quatro décadas de história, o Kraftwerk é um dos pioneiros da música eletrônica e do uso de sintetizadores, influenciando toda a música moderna, do pop ao hip hop, passando por todos os DJs do mundo. Após o cancelamento do show da islandesa Bjork, o Sónar Festival oferecerá ao público uma nova opção de experimentação sonora e visual. Ponto para eles!

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Bjork fora do Sónar SP

A cantora islandesa Bjork, principal atração do primeiro dia do Sónar Festival, cancelou a sua participação no evento devido a recomendações médicas, após apresentar problemas em sua voz.

A primeira edição brasileira do Sónar, consolidado festival de música avançada e new media art, realizado anualmente em Barcelona, acontece nos dias 11 e 12 de Maio, na Arena Anhembi, em São Paulo. Estão confirmadas as apresentações de artistas como: Justice, Cee Lo Green, Chromeo, James Blake, Flying Lotus, Little Dragon, Criolo, Emicida, entre muitos outros.

A sempre excêntrica Bjork está em turnê divulgando o seu álbum multimídia ”Biophilia”, o qual pode ser ouvido como um disco normal ou em forma de aplicativos para Ipad. Através da plataforma da Apple, permite-se uma maior interação com as músicas, possibilitando a exploracão do CD através de animações e minijogos, fazendo com que o usuário sinta-se imerso no mundo fantástico criado pela cantora. O elogiado show futurista da turnê do álbum parte do mesmo conceito, com efeitos especiais e uso de muita tecnologia.

Um show imperdível que, infelizmente, teremos que torcer para que venha ao Brasil no futuro.

>> Segue a nota oficial liberada pela produção do evento:

”O Sónar São Paulo lamenta profundamente anunciar que a apresentação da cantora Björk no evento deste ano será cancelada.

Depois de exames detalhados, seu médico especialista recomendou repouso imediato das cordas vocais a fim de debelar os nódulos inflamados. Desde que Björk cancelou, sob orientação médica, dois shows na Argentina, quando esta condição surgiu, ainda é muito cedo para que volte a tentar cantar sob o risco de causar uma lesão permanente em sua voz. Mesmo querendo muito se apresentar, Björk não poderá fazer este show. 

Pedimos desculpas por qualquer incoveniente que este fato possa surtir e agradecemos a compreensão de todos. Será anunciado na imprensa e publicado no website oficial do evento www.sonarsaopaulo.com.br, nas próximas 48 horas, as informações sobre o procedimento de reembolso ou troca de ingressos.

Desejamos a Björk uma recuperação rápida e completa para podermos desfrutar de seu enorme talento os mais breve possível.”

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Criolo se consagra na Fundição Progresso

Dia 14 de Maio estrou para a história do rap paulista, ironicamente, devido a um fato ocorrido no Rio de Janeiro. Sim, a cidade maravilhosa promoveu um dia memorável para o som de rimas rápidas e batidas pulsantes, com os dois maiores nomes do ritmo no país, Criolo e Emicida, se apresentando quase simultaneamente, em duas casas de shows tradicionalíssimas, no bairro emblemático da Lapa, berço da boemia carioca.

Escolhi assistir ao show do Criolo, já que não consegui ingresso para a disputada apresentação do cantor no Circo Voador há dois meses e também porque a minha curiosidade em ver o artista, com sua mistura de rap, mpb, jazz (e etc.) ao vivo só aumentou devido às críticas positivas que ouvi após o show no Circo.

Criolo contou com o apoio de uma banda completa, com teclado, baixo, guitarra, bateria, percussão, sax e trompete, o que surpreendeu os desavisados que, como eu, esperavam o cantor acompanhado de apenas um DJ, em um pensamento meio estereotipado do que seria o show de um rapper à moda antiga. Como pude conferir, Criolo é tudo menos isso.

A apresentação começou com ‘’Mariô’’, ótima música na qual, entre levadas de percussão remetendo aos terreiros bahianos, ouvem-se rimas ecoando da voz do cantor. Tal mistura de  ritmos regionais e tradicionais com o rap é a marca registrada do elogiadíssimo CD ‘’Nó na Orelha’’, último trabalho do rapper. Depois veio a música ‘’Sucrilhos’’, crítica à hipocrisia e à desigualdade social, que conta com o provocante início:

“Calçada pra favela, avenida pra carro,
Céu pra avião, e pro morro descaso.
Cientista social, Casas Bahia e tragédia,
Gosta de favelado mais que Nutella,“

‘’Subirusdoitiozin’’, grande sucesso do artista veio em seguida e, como na maioria das músicas, o público cantou a plenos pulmões. Para surpresa dos cariocas, o rapper Emicida, que se apresentaria minutos depois no Circo Voador, apareceu na Fundição Progresso e cantou a música ‘’Cerol’’, da época em que Criolo ainda era conhecido como Criolo Doido.

Para tornar a noite ainda mais especial, perto do fim do show, ninguém mais, ninguém menos que Caetano Veloso adentrou ao palco da Fundição para cantar o novo hino da cidade de São Paulo em solo carioca: ‘’Não existe amor em SP’’. Apesar dos problemas no microfone de Caetano, o momento foi emocionante para todos os presentes, marcando um show que, inesperadamente, se tornou memorável.

Com sua mistura de rap com MPB e outros ritmos, Criolo desponta como um dos maiores artistas da atualidade, modernizando a música popular brasileira e trazendo-a de volta aos holofotes. Se alguém te falasse que um rapper paulista, que cantava no underground desde 1989 seria o responsável por isso, aposto que você não iria acreditar. Tudo bem, nem eu!

(Não levei câmera, fico devendo fotos!)

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Coachella ao vivo!

Meca do rock independente, com fortes raízes na eletrônica e no hip hop, o Coachella Valley Music and Arts Festival é considerado um dos festivais mais importantes do Mundo. Em 2012 serão headliners a dupla-sensação americana The Black Keys, os gênios do Radiohead, além dos veteranos do hip hop, Dr. Dre e Snoop Dogg, em uma apresentação conjunta

Não tem dinheiro para ir até o deserto de Indio na Califórnia? O Youtube te dá uma ajuda com três canais de vídeo exclusivos.

Alguns shows que serão transmitidos

Sexta (13/04): James, Madness, Pulp, Frank Ocean, The Rapture, The Black Keys, Refused, Arctic Monkeys, Swedish House Mafia, entre outros.

Sábado (14/04): The Vaccines, Azealia Banks, Kaiser Chiefs, Noel Gallagher’s High Flying Birds, The Shins, Kasabian, Bon Iver, Miike Snow, Radiohead, entre outros.

Domingo (15/04): Santigold, Band of Skulls, The Hives, Justice, Beirut, Gotye, Florence + The Machine, At The Drive-In, entre outros.


 >>> Clique em ”View the livestream” no vídeo acima ou acesse o canal: www.youtube.com/coachella

>>> Devido ao fuso horário, diminua 4 horas do seu relógio para conferir a programação.

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Balanço geral do Lollapalooza Brasil

Acabou-se a primeira edição do Lollapalooza em solo brasileiro, hora de analisar o que deu certo, o que deve ser mudado em termos de estrutura e organização, além de, obviamente, opinar sobre quais bandas brilharam e as que deixaram a desejar.

>>>> Melhores shows:

Foo Fighters: A banda de Dave Grohl mostrou que está no auge, animando uma multidão nas duas horas e meia de show, com hits de todas as fases da carreira do grupo. No entanto, por ser um set longo, a banda alongou a maioria das músicas e abusou dos solos desnecessários e firulas que poderiam ser descartadas. Em geral foi um excelente show, mas que poderia ser melhor, caso fosse reduzido a duas horas.

Skrillex: Mesmo tocando no mesmo horário dos novos queridinhos do Foster The People, o DJ arrastou uma multidão para a tenda eletrônica, com pessoas tendo que assistir o show do lado de fora. Skrillex pulou, subiu na mesa, gritou e regeu um público que foi à loucura com o seu dubstep cheio de influências pops e que promete entrar no gosto dos jovens brasileiros, assim como já acontece nos EUA.

Thievery Corporation: Banda afiada, cheia de groove e cantores com ótima presença de palco, o Thievery foi a atração perfeita para quem queria curtir um show leve de tarde, bebendo uma cerveja com os amigos. Mereciam um set maior e talvez um horário mais nobre, já que às três horas muita gente ainda não tinha chegado no Jockey.

Gogol Bordello: À primeira vista a banda parece um bando de loucos fazendo um punk rock duvidoso com influências ciganas em cima de um palco. E é isso mesmo.

Um ucraniano, dois russos, um israelense, um etíope, um caribenho, um chinês e um equatoriano fazendo um punk rock com influências ciganas, berrando coisas sem sentido e levantando uma multidão que acordou cedo para vê-los às duas horas da tarde! Genial!

Cage The Elephant: Apesar do som baixo, o grupo americano mostrou a que veio com um show bagunçado e cheio de energia, típico das bandas grunge do anos noventa, principais influências da banda. O vocalista Matt Schultz ganhou o público brasileiro com um ”stage dive” ainda nas primeiras músicas, voltando para as mãos da galera no encerramento, criando uma das melhores cenas do festival, ao fazer um ”crowd surfing” com a bandeira do Brasil nas mãos.

>>>> Decepcionaram:

Peaches: Quem esperava ver a cantora acompanhada da sua ótima banda, surpreendeu-se ao ter que assistir um DJ set tosco, cheio de bizarrices, em que o máximo que Peaches fazia era dar uns grunhidos e cantar algumas partes de músicas. Ridículo.

Arctic Monkeys: A banda está mais segura, Alex Turner está com a voz impecável e o grupo mostrou estar em sintonia, tocando bem todas as músicas, em um repertório cheio de hits indies.

Já os havia assistido no meio do ano passado no Festival Internacional de Benicássim e achei o show excelente, cheio de energia. Porém, o que vi no Lollapalooza foi uma apresentação protocolar, sem a emoção que se espera de um headliner.

Diferentemente de Dave Grohl, Alex Turner mal se mexe ou fala com o público, não parece à vontade no palco, soltando apenas algumas frases para os fãs, em um show pequeno, de somente uma hora e vinte minutos de duração. Para os mais fanáticos, foi um show ótimo. Só para eles.

MGMT: Não sei se chega a surpreender o fato de o show ter sido decepcionante, já que eu nunca vi uma crítica positiva em relação à eles tocando ao vivo. A mistura da chuva com a performance sonolenta afastou grande parte do público, que abrigou-se na tenda eletro ao som do Tinie Tempah. Durante alguns clássicos como ”Kids” e ”Time to Pretend”, o público se animou, porém, o sono voltou no resto do show.

O Rappa: A banda perdeu uma ótima oportunidade de testar as músicas novas que devem estar em seu próximo CD, o qual será gravado ainda esse ano. O show foi divertido porém, repetitivo para quem viu a banda na turnê do final do ano passado.

Além disso, Falcão colocou para tocar ”Killing in the name” do Rage Against The Machine no som e ficou assistindo o público, sem nem ao menos cantar, desperdiçando uma música do repertório com uma espécie de lamba aeróbica rock’n’roll. Desnecessário.

 

>>>> O que funcionou:

- Jockey Clube:  Provou ser um ótimo lugar para grandes eventos, com um grande espaço disponível e várias opções de acesso e, inclusive, uma estação de metrô pertíssimo do local. Além disso, à noite, os prédios em volta do Jockey davam um brilho a mais ao ambiente, se assemelhando, nesse quesito, ao Grant Park em Chicago, onde o Lollapalooza original é realizado.

- Pontualidade: No geral, os shows começaram na hora, o que é essencial em um festival com vários palcos e apresentações simultâneas. O atraso do Racionais já foi justificado como um pedido da produção do evento, para que houvesse tempo de o show do Jane’s Addiction terminar antes de Mano Brown tomar o palco da tenda Perry.

- Tenda eletrônica: Diferentemente do Rockinrio, no qual a tenda destinada à música eletrônica ficou ‘’as moscas’’, no Lollapalooza o espaço chamado ”Perry’s” foi uma ótima atração, com um grande movimento de público, estando cheio na maior parte do tempo e até lotado durante os sets principais.

- Público: Galera animada, sabia cantar a maioria das músicas, dava pra ver que são pessoas que curtem festivais e o estilo das bandas que tocaram. Nenhum tipo de confusão lá dentro.

>>>> O que deve ser revisto:

- Metrô: Ao invés de extender bastante o seu horário de funcionamento, para ajudar a escoar as milhares de pessoas do evento, o metrô fechou as portas um pouco depois do término dos shows, deixando o público a mercê de táxis caros e poucos ônibus. O Rockinrio mostrou-se muito mais eficiente em termos de transporte público.

- Filas: No primeiro dia de festival, as filas estavam grandes demais e quem não comprou fichas cedo teve problemas para conseguí-las. Além disso, o número de banheiros revelou-se pequeno, sendo o público feminino o mais prejudicado. No segundo dia, no qual as entradas não se esgotaram, a situação melhorou um pouco, evidenciando que, nas próximas edições, o número de ingressos postos a venda poderia ser um pouco menor.

- Alimentação: Pouquíssimas opções de alimentos e refeições. Ter que se alimentar com um hot dog frio (e caro), em um festival que dura o dia inteiro é patético.

- Preços: Após os ingressos caríssimos, o público ainda teve que arcar com preços abusivos em alimentos e bebidas.

- Abrigo: Com um sol forte, só existiam duas áreas cobertas: a tenda eletrônica e a área com puffs patrocinada por uma marca de roupas, a qual se encontrava lotada na maior parte do dia.

- Cenografia e atividades: Os palcos eram, basicamente, estruturas metálicas que não tinham nenhum tipo de cobertura, ficando à mostra as toneladas de ferro utilizadas em sua construção. Além disso, não existia nenhum tipo de atração off-shows, com apenas algumas ações isoladas de patrocinadores, como lugares para tirar fotos e etc.

Compare com o Lollapalooza original: http://www.lollapalooza.com/experience/activities/

>>>> O que alguns artistas acharam dos shows:

O Lollapalooza Chicago divulgou o line up desse ano, com Red Hot, Black Keys, Black Sabbath e Jack White como headliners e show do Rappa confirmado. Dêem uma olhada na lista de shows, pois cerca de 80% das atrações internacionais do Lolla Brasil 2013 devem vir de lá.

Line up: http://lineup.lollapalooza.com/

É isso. A primeira edição do Lollapalooza Brasil obteve mais acertos do que erros e tem tudo para virar o principal festival do país. A próxima edição já foi confirmada por Leo Ganem, CEO da GEO Eventos, empresa que organiza o festival. Até 2013!

(Fotos que ilustram o post foram retiradas da internet)

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